02/4/2020

A Rotação De Culturas Incrementa O Rendimento De Safra

7 Benefícios da Rotação de Culturas na Agricultura

O principal objetivo da agricultura é obter boas colheitas, quanto mais abundantes, melhor. Agricultores e agrônomos utilizam vários métodos para aumentar a produtividade, e a rotação de culturas é uma das formas mais simples e eficazes. Portanto, a resposta à pergunta “Qual é o propósito da rotação de culturas?” pode ser simplesmente definida como “aumentar as colheitas”.

O que é a rotação de culturas?

Este conceito significa exatamente o que o seu nome implica. A definição de rotação de culturas pode ser explicado como a alteração do tipo de colheita ano após ano no mesmo campo. Um ciclo pode incluir um número diferente de anos, entre 3 até 7+ de plantio de várias culturas em turnos e/ou deixando a terra em pousio para recuperar-se. Neste caso, as superfícies podem ser utilizadas ou não como pastagens verdes para o gado.

rotação de culturas
A última opção é ainda melhor porque fornece estrume orgânico produzido pelo gado. Outro sistema se baseia na mudança de culturas para produzir estrume verde que não apenas fornece alimento para o gado, mas também protege a terra da erosão e dos solos saturados com restos vegetais.

Contexto Histórico

A rotação de culturas remonta-se a tempos imemoriais. Os seus benefícios já eram percebidos em 6.000 a.C. entre os antigos egípcios e também foi usado com sucesso pelos antigos romanos e gregos. Eles notaram que o plantio de culturas em uma determinada sequência aumentou a produtividade das culturas e melhorou o solo, apesar de não haver estudos químicos para explicar este truque cientificamente.

Uma das primeiras evidências para ensinar como implementar o sistema de rotação de culturas foi a Bíblia.

Os judeus foram ensinados a deixar seus campos em pousio a cada sete anos (o chamado “Sabat” da terra). A rotação de culturas de três ciclos apareceu pela primeira vez na Roma antiga. O sistema poderia ser representado por três pilares fundamentais: “alimentos, forragem e pousio”. O termo “alimento” referia-se aos cereais como o trigo que era cultivado para satisfazer as necessidades humanas. O termo “forragem” referia-se ao alimento das aves e do gado.

O termo “pousio” significava deixar a terra não cultivada para dar lhe “repouso”.

Ademais, os nossos antepassados compreenderam que certas culturas (como o girassol) drenam o solo fortemente, pelo que um ano de pousio era altamente recomendado.

Este esquema tem sido usado com sucesso até hoje, mesmo além de qualquer conhecimento científico.

Por Que a Rotação de Culturas Foi Benéfica para os Agricultores?

O desenvolvimento da botânica e da química respondeu à pergunta “Por que a rotação de culturas é importante?

A questão é que certas plantas devastam a terra de um tipo de nutrientes enquanto liberam os outros. Por sua vez, os nutrientes produzidos são necessários para o desenvolvimento das outras espécies.
No entanto, não há um gráfico de rotação de culturas normalizado, mesmo que certas regularidades possam ser rastreadas.

Um esquema comum envolve o plantio de plantas radiculares-plantas de folha- leguminosas. Em que consiste a rotação de culturas neste contexto?

As plantas folhosas libertam ácido fosfórico, necessário pelas plantas radiculares. As plantas de raiz produzem potássio, que é muito necessário para as leguminosas. As leguminosas libertam nitrogênio, que é crucial para o crescimento das plantas.

A selecção e a sequência de espécies rotacionadas depende de vários factores:

  • possibilidades financeiras;
  • máquinas disponíveis;
  • necessidades pessoais e comerciais;
  • tradições da agricultura familiar;
  • as peculiaridades da agricultura numa região dada.

Há um sistema na África do Sul que dura 36 anos. A ideia é cultivar florestas e arbustos durante 35 anos e depois queimá-los para semear painço africano no ano 36. Mas o ciclo mais frequente é de 3 anos.

Vários agricultores encontraram uma forma de obter colheitas abundantes e partilhar a sua experiência. Alguns exemplos de sequências são os seguintes:

  • Trigo-Girassóis-Pousio
  • Milho-aveia-alfafa ou trevo-pousio ou grama
  • Cenouras-trigo-grama azul
  • Inverno: trigo-trigo-colza-trigo-trigo-trigo-soja/girassóis durante 2 anos
  • Verão: Milho (espiga)-soja-girassóis-algodão-milho-soja-trigo

7 Benefícios Que Você Pode Desfrutar ao Implementar o Sistema de Rotação de Culturas

Saturação de nitrogênio. É o elemento químico chave necessário para o desenvolvimento saudável das plantas. O nitrogênio é usado para criar blocos de proteínas e clorofila. Embora haja nitrogênio no ar, ele não é adequado para sementes. Se o solo não tem nitrogênio, os fertilizantes o fornecem.

  1. Otimização da economia de gastos nos produtos químicos. Não há necessidade de comprar fertilizantes de nitrogênio (nitratos e nitritos) se este elemento é libertado pelas culturas previamente plantadas (especialmente feijão).
  2. Protecção da natureza. A forma química do nitrogênio polue os solos e as águas. Ademais, as plantas absorvem apenas uma pequena parte do nitrogênio dos fertilizantes, o resto prejudica nossa ecologia.
  3. Retenção de água. Culturas alternativas ajudam a manter a água em camadas profundas do solo. As plantas poderão utilizá-la em caso de seca.
  4. Redução do uso de pesticidas. Algumas espécies são atacadas por certas pragas, por exemplo, a batata é um dos alvos dos escaravelhos do Colorado. Eles matam-se com químicos específicos. Quando estes produtos químicos são utilizados durante muitos anos, estas quantidades excessivas contaminam a natureza e são prejudiciais para todos os seres vivos. No entanto, se você plantar, por exemplo, milho ou trigo, os escaravelhos vão deixar o campo porque eles simplesmente não consomem essas plantas. Ao mesmo tempo, esses insetos também têm uma predileção por tomates ou berinjelas, por isso esta alteração não iria resolver o problema.
  5. Protecção contra a erosão. Cada semente tem um sistema radicular diferente, superficial ou profundo. Eles penetram no solo em níveis alternativos, melhorando assim a porosidade do solo. Além disso, a grama verde cobre a terra e a protege da exposição direta a ventos e chuvas que destroem a superfície da terra.
    Certas culturas que crescem no subsolo (amendoim, batata, beterraba) são conhecidas pelos seus baixos resíduos pós-colheita, ao contrário do milho ou da cana de açúcar. O primeiro grupo de plantas precisa de cultivo frequente e, portanto, causa muita erosão, enquanto o outro não.
  6. Aumento do rendimento. A liberação alternativa de nutrientes necessários aumenta a produtividade agrícola.

O Que é a Monocultura?

O significado de monocultura pode ser definido como o cultivo da mesma espécie de planta em uma área durante vários anos consecutivos.

Este método pode ter certas vantagens quando existem diferentes tipos de solos na exploração agrícola. Desta forma, as colinas íngremes são cobertas com plantas forrageiras para reduzir a erosão, enquanto que as áreas secas podem ser boas para o cultivo de culturas resistentes à seca.

Além disso, como certas espécies precisam de um certo nível de fertilidade, é mais fácil otimizar os campos para a mesma cultura.

Esta prática pode ser aplicada quando a mesma terra é utilizada para culturas forrageiras. A desvantagem da monocultura é a falta de nitrogênio nos solos se as leguminosas não forem semeadas. Outra desvantagem é o problema da erosão, uma vez que as culturas lavradas (cultivadas) tendem a causá-la. Em termos de enfermidades e pragas, a monocultura requer um uso contínuo dos mesmos produtos químicos para eliminar esse problema.

Utilização do Monitoramento por Satélite para Decisões de Rotação de Culturas

Como as culturas são baseadas em localização, o SIG ou Sistema de Informação Geográfica introduz software de gestão agrícola para ajudar os agricultores a tomar decisões oportunas e peritas. A agroplataforma digital Crop Monitoring, juntamente com uma avaliação exaustiva de campo, também fornece aos agricultores previsões meteorológicas, mapas de fertilizantes, uma análise de áreas problemáticas e muito mais, reduzindo significativamente os custos.

Como funciona na Crop Monitoring

Cada exploração agrícola tem as suas próprias culturas principais nas quais se concentra. A sustentabilidade do campo para uma cultura específica ou a decisão de rotação de culturas baseia-se na monitorização exaustiva e na análise completa do historial da vegetação e dos dados meteorológicos.

Crop Monitoring é capaz de implementar um conjunto complexo de tarefas de monitoramento. Permite monitorizar a taxa de vegetação e as condições climáticas (precipitação diária, temperaturas mínimas e máximas do ar, riscos climáticos) durante o período vegetativo selecionado. Além disso, a vegetação pode ser controlada, não apenas pelo índice NDVI, mas também pelo MSAVI, NDRE, NDMI ou ReCl, cada um dos quais é eficiente em um determinado estágio do crescimento de uma cultura.

O usuário pode aceder aos dados de crescimento da cultura na página “História do campo”.

mapeamento de índice NDVI na Crop Monitoring

curvas diferentes na Crop Monitoring

Para a Ucrânia, a Roménia e a Bulgária, existe uma lista de classificação de culturas e o sistema é capaz de apresentar dados de rotação de culturas uma vez que o campo é selecionado.

mapa de culturas na Crop Monitoring

Monocultura vs. Rotação de Culturas: como Tomar a Decisão Certa?

Cada método tem as suas vantagens e desvantagens. No entanto, a prática em primeira mão mostra que o sistema de rotação de culturas aumenta a produção e reduz os insumos.
Portanto, a monocultura contínua produz piores resultados ano após ano.

A técnica de monocultura requer os mesmos nutrientes do solo para drená-lo, contamina a natureza com produtos químicos necessários para combater pragas, ervas daninhas e enfermidades dessa cultura e causa erosão em sistemas radiculares semelhantes. No entanto, quando um agricultor vê que a mesma planta traz repetidamente benefícios em certos campos, faz sentido semeá-la ano após ano.

Cada estação é um desafio e envolve um alto grau de risco. Até com cálculos precisos e bem feitos, às vezes há erros.

A experiência mostra que a rotação de culturas é mais produtiva do que a monocultura.

Um plano de rotação desenvolvido pelos profissionais aborda as principais desvantagens da monocultura: infertilidade do solo, erosão ou invasão contínua de pragas.

Desta forma, é mais provável que os agricultores utilizem os seus campos o mais eficientemente possível.

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